Rafa Silva Enfrenta Futuro Incerto com Agravamento dos Problemas Físicos
Carreira do extremo português numa encruzilhada, depois de problemas persistentes nas costas e no joelho ameaçarem inviabilizar o seu regresso ao Benfica
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O conto de fadas do regresso de Rafa Silva ao Benfica transformou-se rapidamente num pesadelo, com o internacional português de 32 anos a continuar a lutar contra uma série de lesões debilitantes que colocam sérias dúvidas sobre o seu futuro no futebol.
Silva, que regressou às águias em janeiro de 2026, oriundo do Beşiktaş turco por cerca de 7,5 milhões de euros, não conseguiu recuperar a forma que o tornou num dos favoritos dos adeptos durante a sua primeira passagem pelo Estádio da Luz. Desde o seu regresso, marcou apenas dois golos em 12 jogos e soma já cinco partidas consecutivas sem balançar as redes.
Um Histórico de Quebras Físicas
Os sinais de alerta já eram evidentes durante os conturbados meses finais de Silva no Beşiktaş. O extremo não jogava nem treinava em pleno desde novembro de 2025, na sequência de um desentendimento com o clube turco, o que levantava sérias preocupações sobre a sua condição física.
O seu agente, João Araújo, revelou que Silva sofria de um problema persistente nas costas que já se arrastava há algum tempo. “O Rafa tinha uma lesão nas costas que já se arrastava há algum tempo. Ele jogava com dores nas costas, e isso não é mentira”, explicou Araújo. O próprio jogador solicitou uma ressonância magnética porque “sentia que estava a arrastar aquele problema nas costas” e decidiu que era altura de parar de se sacrificar e tratar devidamente a questão.
O historial de lesões é extenso. Silva já sofreu de problemas no joelho, na coxa, no tendão patelar e na anca nas últimas temporadas. Mais recentemente, em maio de 2026, foi novamente afastado devido a uma lesão no joelho. Um relatório do Globo Esporte confirmou que Silva sentia dores no joelho esquerdo e era dúvida para um derby crucial contra o Goiás. Já foi submetido a uma artroscopia ao joelho.
O Desfecho no Beşiktaş
A saída de Silva de Istambul esteve longe de ser amigável. O jogador manifestara o desejo de deixar o clube, citando insatisfação com o projeto que lhe foi apresentado versus a realidade. Inicialmente, justificou as faltas aos treinos com uma lesão.
No entanto, os dirigentes do Beşiktaş desconfiaram. O clube acusou Silva de mentir e exigiu um relatório médico que comprovasse o seu desconforto. O treinador Sergen Yalçın foi abertamente crítico: “Todas as segundas-feiras, perguntávamos: ‘O Rafa vai treinar ou vai jogar?’… Agora, se ele joga, se rescindimos o contrato… Isto é o Beşiktaş”.
O presidente do clube, Serdal Adali, fixou um preço de 15 milhões de euros para o jogador, afirmando de forma direta: “Se ele quer jogar, vai jogar. Quem pagar 15 milhões de euros pode comprar o Rafa Silva”.
Um Regresso Dificultado
Apesar do caloroso acolhimento no regresso ao Benfica, onde passou oito temporadas (2016-2024) e somou 94 golos e 67 assistências em 326 jogos, Silva tem tido dificuldades em afirmar-se. O treinador José Mourinho viu-se forçado a utilizá-lo com intensidade, apesar de o jogador ter estado quase três meses sem atividade competitiva, limitado pelas dores nas costas.
Até a sua estreia foi colocada em dúvida, com Mourinho a expressar preocupações sobre o seu estado físico e a necessidade de uma avaliação de última hora.
O Que Se Segue?
Os sinais são cada vez mais preocupantes para os adeptos benfiquistas que esperavam que Silva trouxesse criatividade e golos. Os relatos indicam que ele “ainda não convenceu” e “fica aquém nas decisões e na aceleração”.
O seu agente rejeitou veementemente qualquer sugestão de que Silva esteja a considerar a reforma, classificando tais insinuações como infundadas. No entanto, com o corpo a mostrar cada vez mais sinais de desgaste e a sua forma a cair drasticamente, a pergunta sobre até quando o outrora eletrizante extremo poderá continuar ao mais alto nível continua em aberto.
Por agora, Silva continua a trabalhar a sua condição física, mas cada novo contratempo só aprofunda a incerteza em torno de uma carreira que, um dia, prometeu muito mais.